
O modernismo tenta proporcionar à sociedade um maior conforto de vida e cremos que este objetivo tem tido sucesso. Somos beneficiados com equipamentos cada vez mais modernos que parece ajudar muito numa época em que se relaciona tempo a dinheiro. A exemplo, temos o carro que permite a ida ao trabalho, escola ou outros locais que precisamos ir de forma rápida. Os elevadores que além da agilidade, evita a tão indesejada subida de cada degrau da escada, assim não precisamos chegar àquele último degrau com tanto esforço. Com a virtualização é possível ir a vários locais sem sair do conforto daquela cadeira que fica em frente ao monitor. Pagamos contas, compramos, estudamos, enfim, dá pra fazer quase tudo num computador sem nenhum esforço físico. Ah! Não esqueçamos da TV, nosso meio de lazer, e o telefone como meio de comunicação. No entanto, esse público que acredita ser tão beneficiado com essa modernidade torna-se vítima duma afecção estreitamente relacionada a esse estilo de vida: a obesidade.
Uma época propícia a maus hábitos, onde não se pratica atividades físicas, nem sequer descascamos uma laranja, porque os supermercados as vendem descascadas e cortadas no ponto de pôr na boca e engolir, não é de se espantar o excesso de peso.
Em casa o papel da televisão é aumentar as atividades sedentárias. A falta de tempo exige uma busca pela alimentação fácil, rápida e pronta, porém, bem mais calórica. As horas destinadas aos computadores acrescida de uma má e abundante alimentação não queimam tantas calorias e logo acontece o acúmulo excessivo de tecido adiposo no organismo com potencial prejuízo à saúde. O tecido adiposo é constituído por adipócitos que tem capacidade de armazenar gordura em grande quantidade.
Os pais já não levam seus filhos a um passeio na praça para brincar nos parquinhos, andar de bicicleta ou patins, em contraste, estas práticas são substituídas por videogames, aumentando a ausência de movimentos e, consequentemente, o índice da obesidade.
A obesidade é um problema nutricional que vem aumentando, dramaticamente, no século atual, em todas as idades. Seu problema torna-se mais preocupante por possuir riscos de desenvolvimento das doenças crônicas degenerativas.
Já ouvir dizer que o estresse também é um fator causador dessa moléstia. Se for verdade, então está aí mais uma explicação para os carros contribuírem e muito para esse problema de saúde pública, é bom lembrar, pois o trânsito e seus imensos engarrafamentos causam, sem dúvida, grande estresse.
A consequência é que pessoas obesas, geralmente, são rejeitadas pelo grupo e sofrem com os adjetivos de "gordinho", "baleia"... Dessocializados, as vítimas acabam buscando métodos ansiolíticos para minimizar o sofrimento como a anorexia e a bulimia, dois transtornos alimentares de caráter gravíssimo.
Iniciar um processo de perda de peso não é fácil, ainda mais numa sociedade tão sedentária. Por isso é preciso ter cuidado não apenas com o comportamento alimentar, mas com o comportamento cotidiano decorrente dos confortos desse novo estilo de vida. Espero que estas informações sejam úteis para conter com o avanço desta doença.